Dúvidas gerais
Perguntas frequentessobre a consulta, a cirurgia e o acompanhamento
Respostas gerais sobre como funciona a avaliação, como a indicação é definida, como os riscos são discutidos e como é a recuperação. Elas não substituem a consulta, em que cada caso é examinado e discutido individualmente.
Consulta de avaliação
O primeiro encontro serve para entender o que motivou a procura, examinar e explicar o que é possível, o que não é e por quê.
Como é a consulta de avaliação?
A consulta começa pela conversa sobre o que motivou a procura, descrito nas palavras da própria pessoa. Em seguida, o Dr. Igor revisa o histórico de saúde, os medicamentos em uso e os procedimentos já realizados, e faz o exame físico da face, observando a pele, a distribuição da gordura, a musculatura e as estruturas de sustentação.
Com essas informações, ele explica o que o exame mostrou, quais caminhos são possíveis, quais não são indicados e por quê, além dos riscos e limites de cada alternativa. A conclusão pode ser uma proposta de tratamento, a recomendação de aguardar ou a decisão de não operar.
As etapas da consulta, o que levar e as informações práticas estão na página Consulta de avaliação.
A consulta de avaliação obriga a fazer a cirurgia?
Não. A consulta existe para que a decisão seja tomada com informação, e não para confirmar uma cirurgia escolhida de antemão. Ao final, a pessoa sabe o que o exame mostrou, quais alternativas fazem sentido no caso dela e quais são os riscos e os limites de cada uma.
A decisão de seguir, esperar ou não fazer nenhum procedimento é sempre de quem foi avaliado, e pode ser tomada com calma, depois de refletir e esclarecer novas dúvidas.
Da mesma forma, o médico pode concluir que não há indicação ou que não é o momento. Quando isso acontece, os motivos são explicados com clareza.
É preciso preparar algo para a consulta?
Não é necessário chegar com uma decisão tomada nem com o nome de um procedimento em mente. Ajuda, porém, reunir as informações de saúde que fazem parte da avaliação: doenças diagnosticadas, medicamentos e suplementos em uso, alergias, cirurgias anteriores e procedimentos já realizados na face, como preenchimentos, aplicação de toxina botulínica ou fios, com a época aproximada de cada um.
Também vale anotar as perguntas que surgirem antes do encontro, para que sejam discutidas durante a consulta.
A lista do que levar e as demais orientações práticas estão na página Consulta de avaliação.
Quanto custam a consulta e a cirurgia?
O valor da consulta de avaliação e as formas de pagamento são informados pela equipe no contato para agendamento, por WhatsApp ou telefone.
Os valores de cirurgia não são divulgados no site. Eles são apresentados individualmente, depois da avaliação, porque dependem do plano definido para cada caso: o procedimento indicado, a eventual associação de técnicas e o que está previsto para a cirurgia e para o acompanhamento.
Um valor informado antes do exame não corresponderia a um plano real e poderia levar a uma decisão tomada sem as informações necessárias.
Indicação e planejamento
A indicação resulta do exame e da conversa, não do nome de um procedimento. O planejamento considera as estruturas envolvidas e as características próprias de cada pessoa.
Toda pessoa que procura a consulta tem indicação cirúrgica?
Não. A indicação resulta do exame físico, do histórico de saúde e da conversa sobre expectativas, e não do interesse por um procedimento específico. A avaliação pode concluir que a cirurgia não é o caminho adequado, ou que não é o momento.
Isso pode acontecer quando as alterações observadas estão em uma camada que a cirurgia não trata, quando outra conduta ou nenhuma intervenção faz mais sentido, quando há condições de saúde que precisam ser controladas antes ou quando a expectativa não é compatível com os limites da técnica.
Nesses casos, o Dr. Igor explica os motivos com clareza. Não operar também é uma conduta médica.
Qual é a diferença entre procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos?
Procedimentos cirúrgicos atuam sobre as estruturas da face por meio de incisões. Conforme a técnica, reposicionam tecidos de sustentação, como o sistema musculoaponeurótico superficial, liberam ligamentos de retenção e retiram ou redistribuem pele e gordura quando há indicação.
Procedimentos não cirúrgicos, como injetáveis e tecnologias aplicadas sobre a pele, agem sem incisões e de forma localizada, sobre a pele, a musculatura de expressão ou o volume de determinadas regiões. Eles não reposicionam os tecidos de sustentação da mesma maneira que a cirurgia.
Os dois grupos não são versões mais fortes ou mais leves da mesma coisa: atuam em camadas diferentes e têm indicações, limites e riscos próprios. A escolha depende da estrutura envolvida em cada caso e, em algumas situações, eles se complementam.
Procedimentos diferentes podem ser combinados na mesma cirurgia?
Em alguns casos, sim. Quando o exame mostra que regiões diferentes da face estão relacionadas ao que motivou a procura, o planejamento pode considerar a associação de técnicas em um mesmo tempo cirúrgico.
A combinação, porém, não é automática. Ela depende do estado de saúde, da extensão e da duração total da cirurgia, da soma dos riscos e de como a recuperação de cada procedimento se sobrepõe à dos demais. Em algumas situações, dividir o tratamento em etapas é mais prudente; em outras, o que parecia uma necessidade adicional não tem indicação.
Essa análise é feita individualmente, e as vantagens e os riscos de cada alternativa são explicados antes de qualquer decisão.
Existe uma idade certa para fazer uma cirurgia facial?
Não existe uma idade definida. A idade, isoladamente, não indica nem contraindica uma cirurgia facial, porque as estruturas da face se modificam em ritmos diferentes de pessoa para pessoa, sob influência de genética, exposição solar, tabagismo, variações de peso e outros fatores.
O que orienta a decisão são critérios clínicos: o que o exame mostra em cada camada da face, as condições gerais de saúde, os medicamentos em uso, a possibilidade de seguir o preparo e os cuidados da recuperação e a compatibilidade entre a expectativa e o que a técnica pode oferecer.
A avaliação das condições de saúde é individualizada e pode incluir exames e a opinião de outros especialistas antes da cirurgia.
Cirurgia e segurança
Riscos, preparo e consentimento são discutidos antes de qualquer decisão, com espaço para perguntas.
Como os riscos da cirurgia são discutidos?
Os riscos fazem parte da consulta, antes de qualquer decisão. O Dr. Igor explica o que é esperado em uma recuperação, como inchaço, hematomas e alterações temporárias de sensibilidade, e o que é considerado complicação, como hematoma que exige intervenção, infecção, cicatrização desfavorável, assimetria, lesão de nervos, sofrimento ou necrose de pele e necessidade de nova cirurgia, entre outras possibilidades próprias de cada procedimento.
Também são discutidos os fatores que aumentam os riscos em cada caso, como tabagismo, doenças e medicamentos em uso, e os cuidados adotados para reduzi-los no preparo e no acompanhamento.
Nenhum procedimento é isento de riscos, e os resultados variam conforme o caso. Os riscos específicos de cada procedimento estão descritos nas páginas reunidas em Procedimentos.
O que é o termo de consentimento?
O termo de consentimento livre e esclarecido é o documento que registra que a pessoa recebeu, em linguagem compreensível, as informações sobre o procedimento indicado: o que será feito, os objetivos, as alternativas, os cuidados necessários, o que é esperado na recuperação e os riscos e complicações possíveis.
Ele não substitui a conversa com o médico. O termo registra por escrito um esclarecimento que acontece antes da decisão e deve ser lido com atenção, com espaço para perguntas sobre qualquer ponto que não esteja claro.
O consentimento expressa a autonomia de quem será operado e pode ser revogado antes da realização do procedimento.
É preciso parar de fumar antes da cirurgia?
Sim, essa é uma orientação central em cirurgia facial. A nicotina e outras substâncias do cigarro reduzem o fluxo de sangue nos pequenos vasos e prejudicam a oxigenação dos tecidos, o que aumenta o risco de problemas de cicatrização, de sofrimento e necrose de pele e de outras complicações, sobretudo em cirurgias em que a pele é descolada e reposicionada.
A orientação vale para cigarro comum, cigarro eletrônico, narguilé, charuto e outros produtos com nicotina. O uso de adesivos ou gomas de nicotina também deve ser informado. O período de interrupção, no preparo e na recuperação, é definido individualmente pelo médico.
É importante relatar o uso com sinceridade, mesmo que seja ocasional. Em algumas situações, o tabagismo leva à decisão de adiar ou de não realizar a cirurgia.
É preciso suspender medicamentos ou suplementos antes da cirurgia?
Alguns medicamentos e suplementos podem aumentar o risco de sangramento ou interferir na anestesia e na cicatrização. Entre os exemplos conhecidos estão anticoagulantes, antiagregantes plaquetários como o ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios, alguns antidepressivos e produtos como ginkgo biloba, ginseng, alho concentrado, vitamina E em doses altas e ômega-3.
Por isso, é importante informar na consulta tudo o que é usado com regularidade, inclusive fitoterápicos, hormônios e medicamentos para emagrecimento ou para dormir. O médico orienta o que deve ser mantido, ajustado ou interrompido, e em que momento.
Nenhum medicamento de uso contínuo deve ser suspenso por conta própria. Quando ele foi prescrito por outro médico, a eventual interrupção também é combinada com quem o prescreveu.
Recuperação e acompanhamento
A recuperação acontece em etapas, com ritmo que varia de pessoa para pessoa, e o acompanhamento continua depois da cirurgia.
Como é o acompanhamento depois da cirurgia?
O acompanhamento começa logo após a cirurgia e continua ao longo de toda a recuperação. Nas consultas de retorno, a evolução é avaliada, os cuidados de cada fase são orientados e as recomendações são ajustadas conforme o que o exame mostra. A frequência dos retornos varia de acordo com o procedimento realizado e com a evolução de cada pessoa.
Fazem parte do acompanhamento as orientações sobre os cuidados em casa e sobre os sinais que exigem contato imediato com a equipe.
O acompanhamento não termina com a fase inicial da recuperação. A face continua mudando com o tempo, e as reavaliações permitem observar essa evolução e discutir, quando for o caso, a necessidade de algum complemento. O acompanhamento do preparo à recuperação está descrito na página A clínica.
Quando é possível voltar ao trabalho e às atividades do dia a dia?
Não há uma resposta única. O retorno ao trabalho, à direção de veículos, aos exercícios físicos, à exposição ao sol e aos compromissos sociais depende do procedimento realizado, da extensão da cirurgia, do tipo de atividade e de como cada organismo evolui. Por isso, este site não informa prazos fixos.
A recuperação acontece em etapas. Nos primeiros dias, predominam o repouso relativo, os cuidados locais e o controle do inchaço. Ao longo da recuperação, as atividades são retomadas de forma gradual, conforme a orientação médica em cada fase.
O planejamento da cirurgia considera a rotina e os compromissos de cada pessoa, para que a data seja escolhida com a folga necessária e sem pressa para retomar as atividades.
Pode ser necessário um complemento ou uma nova cirurgia?
Pode. Mesmo com planejamento cuidadoso, a cicatrização e a acomodação dos tecidos variam de pessoa para pessoa e nem sempre acontecem de forma igual nos dois lados da face. O acompanhamento pode identificar assimetrias, irregularidades ou alterações de cicatriz para as quais se considere um ajuste complementar, cirúrgico ou não.
Existe também a possibilidade de complicações que exijam nova intervenção. Esse ponto faz parte da conversa sobre riscos, antes de qualquer decisão.
Em geral, a indicação de um complemento não é feita de imediato, porque muitas alterações se modificam ao longo da recuperação. A decisão depende da evolução observada e de um novo exame.
A cirurgia facial interrompe o envelhecimento?
Não. A cirurgia atua sobre as estruturas como elas estão no momento em que é realizada, mas o envelhecimento continua depois dela: a pele segue mudando, a gordura se redistribui, os tecidos de sustentação perdem firmeza e os ossos da face também se modificam com o tempo.
Por isso, não é possível afirmar por quanto tempo os efeitos de uma cirurgia se mantêm. Isso varia conforme a técnica, as características dos tecidos, a genética, a exposição solar, o tabagismo, as variações de peso e os cuidados ao longo dos anos.
O acompanhamento depois da cirurgia permite observar essa evolução e discutir outras condutas, se e quando fizerem sentido.
Atendimento e privacidade
Esta parte trata do contato com a equipe, do atendimento de quem mora em outras cidades, do cuidado com os dados pessoais e do critério que o site adota para não exibir imagens nem depoimentos de pacientes.
É possível saber se há indicação por foto ou por mensagem?
Não. A indicação depende de informações que uma foto ou uma mensagem não transmitem: a espessura e a qualidade da pele, a mobilidade dos tecidos, a posição das estruturas profundas, a relação entre as diferentes regiões da face, o histórico de saúde e a conversa sobre expectativas. Por isso, nenhuma conduta é indicada à distância.
Mensagens e telefonemas servem para agendar a consulta e esclarecer questões práticas, como localização e forma de pagamento. Para proteger a privacidade, a orientação é não enviar fotos, exames ou descrições de condições de saúde por esses canais.
Os canais de atendimento estão na página Contato, e o que acontece na avaliação está explicado na página Consulta de avaliação.
Pessoas que moram em outras cidades podem ser atendidas?
Sim. A equipe recebe pacientes de outras cidades e também de fora do país. Para quem mora longe, é possível agendar uma primeira consulta on-line, para conversar sobre o caso.
A avaliação presencial, em São Paulo, acontece antes de qualquer decisão cirúrgica, porque a indicação depende do exame físico.
Como os dados pessoais são tratados?
Os dados enviados pelo formulário do site ou pelos canais de atendimento são usados para responder ao contato e organizar o agendamento, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O formulário pede apenas as informações necessárias para esse retorno e não coleta dados de saúde.
As informações de saúde ficam restritas à consulta e ao prontuário médico, protegido por sigilo profissional. Por isso, a orientação é não enviar fotos, exames ou relatos sobre condições de saúde por mensagem ou pelo formulário.
O site não usa cookies de medição nem de publicidade. Finalidades, bases legais, prazos de guarda e direitos do titular estão na página Política de privacidade.
Por que o site não mostra fotos de antes e depois nem depoimentos de pacientes?
A publicidade médica no Brasil é regulada pelo Conselho Federal de Medicina. A Resolução CFM 2.336/2023, que trata do tema, só admite a divulgação de imagens de antes e depois com finalidade educativa e em condições específicas, e também impõe limites ao uso de depoimentos e relatos de pacientes.
Este site adotou o critério de não exibir nenhum desses conteúdos. Cada face tem estruturas, histórico e evolução próprios, e a imagem de uma pessoa não indica o que aconteceria com outra. Relatos individuais, por mais sinceros que sejam, também não informam sobre indicação, riscos ou limites.
Em vez disso, o site explica o raciocínio clínico, os critérios de indicação e os riscos de cada procedimento. Resultados de procedimentos médicos variam conforme o caso e não podem ser garantidos.
Para continuar
Cada caso pede uma avaliação própria
As respostas desta página são gerais. A indicação, os riscos específicos e o pós-operatório de cada procedimento estão descritos nas páginas próprias e são discutidos, caso a caso, na consulta de avaliação.
Consulta de avaliação
A indicação começa na consulta de avaliação
Nenhum procedimento é indicado à distância. A consulta presencial reúne conversa, histórico de saúde e exame físico, e é nela que se discutem as possibilidades, os limites e os riscos de cada caso.