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Dr. Igor Brazioli SlivinskisCRM-SP 85416 · Cirurgia Plástica · RQE 17843 — página inicial

Cirurgia facial

Procedimentospensados a partir da estrutura envolvida

Cada procedimento atua sobre camadas e estruturas específicas da face. Esta página explica como a indicação é pensada, por que nem todo caso tem indicação cirúrgica e o que é comum a todas as abordagens.

Raciocínio clínico

Como os procedimentos são pensadosa camada envolvida orienta a conduta

Um procedimento não é escolhido pelo nome da técnica. A escolha parte da estrutura em que está a origem daquilo que incomoda, identificada no exame presencial.

A face é formada por camadas sobrepostas: pele, gordura superficial, o sistema musculoaponeurótico superficial (SMAS) com os músculos da expressão, ligamentos de retenção, gordura profunda e osso. Com o tempo, cada camada se modifica de um jeito e em ritmo próprio, e as mudanças de uma interferem na leitura das outras.

Por isso, uma mesma queixa, percebida na mesma região, pode ter origens diferentes em pessoas diferentes. Cada origem pede um raciocínio próprio: técnicas cirúrgicas atuam sobre estruturas determinadas, tratamentos não cirúrgicos atuam sobre outras, e nenhuma abordagem alcança todas as camadas ao mesmo tempo.

Cada caso é avaliado individualmente. Tendências e modismos não definem conduta, e duas pessoas com queixas parecidas podem receber orientações muito diferentes depois do exame.

Uma mesma região, origens diferentes

Uma mudança percebida no contorno da face, por exemplo, pode estar ligada a uma ou mais destas camadas:

  • Pele. Espessura, elasticidade e textura, que respondem a tratamentos voltados à própria pele e não são modificadas pelo reposicionamento cirúrgico.
  • Gordura. Redução ou deslocamento dos compartimentos superficiais e profundos, em que volume e posição entram na análise.
  • Sustentação. Perda de firmeza do SMAS e dos ligamentos de retenção, que ancoram os tecidos ao osso ou a planos profundos. É o campo das técnicas cirúrgicas de reposicionamento.
  • Esqueleto. Remodelação óssea, que altera a base sobre a qual as demais camadas se apoiam.

Com frequência, mais de uma camada contribui ao mesmo tempo. O exame procura entender o peso de cada uma antes de qualquer indicação.

Indicação

Nem todo caso tem indicação cirúrgica

A consulta de avaliação não existe para confirmar uma cirurgia escolhida de antemão. Ela pode chegar a conclusões diferentes, e todas são legítimas.

  • Indicar um procedimento cirúrgico, isolado ou associado a outros, quando a origem da queixa está em estruturas que só a cirurgia alcança.
  • Indicar um tratamento não cirúrgico, quando a queixa está em camadas que esse tratamento alcança, como a pele ou a dinâmica dos músculos da expressão.
  • Aguardar, quando uma condição de saúde precisa ser controlada, há perda de peso em curso ou o momento de vida não favorece o preparo e a recuperação.
  • Não fazer nenhum procedimento, quando os benefícios esperados não justificam os riscos ou a expectativa não é compatível com o que um tratamento pode oferecer.

Quando não é o momento ou a expectativa não é realista, isso é dito com clareza e com a explicação do motivo. A decisão de seguir, aguardar ou não operar pode ser tomada com calma, depois da consulta, e cabe à pessoa avaliada.

A postura adotada é conservadora: a prioridade é preservar os traços e as características próprias de cada pessoa, e intervenções que ultrapassem os limites da normalidade anatômica não são indicadas. O objetivo é que a pessoa continue parecendo ela mesma.

Os limites dos tratamentos não cirúrgicos e as etapas de um planejamento facial são tratados nos textos reunidos em conteúdo educativo.

Procedimentos

Procedimentos descritos neste site

Cada página segue a mesma ordem: o que é o procedimento, o que a técnica considera na anatomia, quem costuma ter indicação, quando não há indicação ou é preciso aguardar, planejamento, condução, riscos e complicações e pós-operatório.

  • Cirúrgico

    Lifting facial deep plane

    Abordagem de lifting facial em que a dissecção passa sob o SMAS e libera ligamentos de retenção, para reposicionar pele e SMAS em conjunto no terço médio e no contorno da mandíbula. A indicação depende de exame presencial.

  • Cirúrgico

    Lifting cervicofacial

    Cirurgia que trata em conjunto o terço inferior da face e o pescoço, atuando sobre pele, gordura e músculo platisma conforme o que o exame identifica. A indicação depende de avaliação presencial.

  • Cirúrgico

    Blefaroplastia

    Cirurgia das pálpebras superiores, inferiores ou de ambas, que atua sobre pele, músculo e bolsas de gordura com objetivos funcionais e estéticos. A indicação depende de exame presencial, que diferencia o excesso de pele de outras condições.

  • Cirúrgico

    Lifting endoscópico do terço superior

    Cirurgia que reposiciona a fronte e as sobrancelhas e, conforme o caso, a região temporal, com auxílio de um endoscópio introduzido por incisões curtas no couro cabeludo. A indicação depende de exame presencial.

  • Complementar

    Procedimentos complementares

    Enxerto de gordura, tratamentos da superfície da pele e injetáveis atuam em camadas que a cirurgia não trata, como o volume, a qualidade da pele e a dinâmica muscular. A indicação depende de exame presencial.

A descrição de uma técnica explica como ela funciona e quais são os seus riscos. Ela não indica que a técnica seja adequada a um caso específico, o que só o exame presencial permite avaliar.

Em todos os casos

O que é comum a todos os procedimentos

Técnicas diferentes compartilham o mesmo percurso, que começa antes da cirurgia e continua depois dela.

  1. Avaliação presencial

    A indicação só se define depois da consulta presencial, que reúne conversa, histórico de saúde e exame físico. Nenhum procedimento é indicado por fotografia, mensagem ou telefone.

  2. Riscos discutidos antes da decisão

    Os efeitos esperados da recuperação e as complicações possíveis são explicados antes de qualquer decisão e registrados no termo de consentimento. Há tempo para perguntas, para reflexão e, se desejado, para buscar outra opinião médica.

  3. Preparo orientado

    Exames conforme a idade e as condições de saúde, revisão de medicamentos e suplementos, interrupção do tabagismo e avaliação anestésica quando necessária. O tipo de anestesia e o local de realização são definidos conforme o porte de cada procedimento.

  4. Acompanhamento

    A recuperação acontece em etapas, com ritmo que varia de pessoa para pessoa, e é acompanhada em consultas de retorno, com orientação sobre os sinais que pedem contato imediato. O acompanhamento continua depois da cirurgia e, eventualmente, identifica a necessidade de um complemento.

Resultados de procedimentos médicos variam conforme o caso e não podem ser garantidos.

Consulta de avaliação

A indicação começa na consulta de avaliação

Nenhum procedimento é indicado à distância. A consulta presencial reúne conversa, histórico de saúde e exame físico, e é nela que se discutem as possibilidades, os limites e os riscos de cada caso.